17 de jun de 2015

Na entrelinhas das coisas

Ah, 13 dias para voltar pro meu povo.
Saudosismo e ganas de mais memórias. Ahí vá.
E aquela sensação de que a partir de agora, nada será como antes.
Eu aprendi na base da paulada que quando falta, faz falta.
Cada dia é um único dia. Cada pessoa é uma só. Cada rua tem seus detalhes. E nada se repete. Na mais dura das angústias: nada se repete.
Me preparo para voltar com uma sensação parecida com a que me preparei para sair: serenidade.
Sabendo que se ganha na medida em que se perde. E que o equilíbrio é um trabalho constante. Saudade e surpresa. Disciplina e afeto. Sabendo que nada é eterno, mas tudo permanece.
Nessas estradas, criei vínculos com janelas de ônibus. É como se eu conversasse com o caminho e me encontrasse exatamente nessa parte que é uma entrelinha entre todas as coisas. E é como se fosse o melhor dos apegos: a estrada que não faltará.
Para além disso, criei um vínculo universal com as pessoas - com todo o peso desse termo. Acho que de uma vida inteira, será a maior das minhas conquistas.

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