30 de jun de 2015

Do cotidiano operário

Dia(s) do trabalho. Foi dia 1º, claro, certo. Mas um pouco antes, um pouco depois, me deparo com situações que ficam e retornam mais fortes nesses momentos.
Depois de umas cervejas, eu e um amigo, trabalhador (que faz bem mais do que 8 horas diárias), falando da situação econômica do Uruguai (que não está fácil): ele criticando o Frente Amplio, a Dilma, etc. eu criticando uma estrutura mais ampla, que suga a América a Latina (no meu marxismo-leninismo quase-ortodoxo, no meu petismo, mas, ainda assim, no meu coração aberto) ... não sei se alguém tinha razão, ao fim das contas, não sei até que ponto os discursos poderiam se cruzar. O que eu sei, o que eu lembro, o que ficou, foi quando a estrutura econômica chegou no Eu e saíram as palavras: “és que me duele...” e “hay que tomar para estar bién”.
Bueno, tomamos, a vida segue – doendo.

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