11 de dez de 2013

O exercício do autoritarismo em professores do curso de Psicologia da UFSM



Hoje, presenciei mais uma cena de mal estar provocado em uma estudante do 4º semestre de psicologia pelo autoritarismo de uma professora. A primeira, ao ser prejudicada por ter sua nota reduzida, se retirou, em péssimo estado psicológico, da sala de aula. A situação toda não ocorreu apenas pela nota em si, mas pela exercício do autoritarismo que ocorreu naquele momento, pois a estudante alegou ter ido na aula e feito o trabalho, que seria o motivo na nota reduzida), e a professora, contrapondo, colocou que qualquer um poderia ter assinado aquele trabalho. A professora teve a última palavra, claro.
    
Bom, vejamos que o trabalho em si não é o ponto crucial do ocorrido, e que esse tipo de situação acontece no nosso cotidiano. O ponto crucial é que reduzindo a nota de um estudante, este fica prejudicado diante de um sistema muito pr’além daquela aula, e que apesar de sabermos que esses critérios acadêmicos são muito pobres e injustos, somos obrigados a nos submeter a isso, e, indo além, ao mesmo tempo em que nos submetemos, os professores se apropriam de seu poder e – exercem o autoritarismo.

...exercem o autoritarismo realizando as suas metodologias ridículas, em que, de alguma forma, obrigam o estudante a ser frequente em uma aula cansativa, empobrecida, monóloga e que causa mal estar e sofrimento nos estudantes.

Metodologias autoritárias e incoerentes: professores reproduzindo conteúdos sobre atuação de psicólogos em escolas, em que se contextualiza as situações, redescreve-se e discute-se problemas, critérios de avaliação são revistos, assim como a metodologia e espaço de diálogo com os alunos. Mas eles próprios, professores, aplicam avaliações tradicionais e fazem da sua aula um monólogo exaustivo.

Fica, além de uma nota de repúdio, questionamentos sobre o tipo de formação em psicologia que estamos tendo; o que realmente aproveitamos nesse curso; qual o tipo de profissionais que temos, queremos e seremos; e por que o curso tão desejado acaba se tornando uma tortura.

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