7 de dez de 2013

28/05/2013

No encontro do grande grupo de hoje, em que foi discutido o capítulo “O conceito de relação: misterioso e fecundo”, representamos uma situação relatada pela integrante Mirela. Nesta situação, um antigo usuário do CAPSi  pediu-lhe dinheiro na saída de um banco. O dinheiro foi dado, todavia, esse não foi o foco da reflexão, e, sim, a consciência que temos desse processo.

Portanto, alguns membros do grupo – eu estava inclusa – improvisaram duas cenas. A primeira foi similar à situação ocorrida: um menino pedindo dinheiro a pessoas que não sabiam qual seria o modo “certo” de reagir. A segunda foi sobre uma esposa querendo internar o seu marido usuário de crack.

Após essas representações, refletimos sobre essas ações. Afinal, as pessoas que são solicitadas à internação realmente se beneficiarão disso? A conclusão coletiva foi que as pessoas que precisam de ajuda podem dizer o que precisam. O psicólogo (ou médico, assistente, etc.) não, necessariamente, pode dizer o que é melhor para alguém que está na rua, por exemplo.

Outra reflexão bastante interessante da discussão do diz foi sobre a visão que se tem quanto ao usuário de droga – não se vê além da droga, parece que a vida daquela pessoa permeia apenas nesse aspecto. O todo se resume a uma parte, presumindo e reduzindo o sujeito a uma característica vista, além de tudo, como negativa. Assim se constrói monstros de rua.

O conceito de caridade também foi discutido. Veem-se pessoas caridosas como aquelas que tendo mais doam bens materiais aos mais necessitados. Porém, caridade é um doar-se reciprocamente; é promover a troca através de um diálogo real.


O pensamento que resiste sempre a cada fim de encontro é que há muitos detalhes que surgem no cotidiano prontos a serem revisto.

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