8 de dez de 2013

10/07/2013

Estar atrasada tornou-se tão habitual que ao se ver em cima da hora, sente-se no desejo de demorar-se um pouco mais.
Sempre pensando se vale ou não a pena.
E coloca os pés na rua, e vale. E dentro do ônibus vale ainda mais. E sempre tem aqueles olhos e sorrisos que valem o mundo.
Ah, as despedidas também valem a vida. Mesmo quando o novo parece tão mais interessante e partir torna-se tão necessário – dói.
De qualquer forma, é sempre necessário partir. Olhar pela última vez os olhos ingênuos daquele senhor sempre pronto para e aprender e dar em troca algo de si; com aquela mulher firme e suave, contraditória e compreensiva. Olhar aquele ambiente que tanto incomodou e causou conforto, pela última vez na mesma posição. Mas o viajente de mim está de volta.
...Levando consigo todo o conhecimento, apenas pela espera de mais. Como Sidarta.

E a vida é desafiadora.
E o meu desejo é o acúmulo de memórias.

E como existe olhos bons nesse mundo a serem lembrados.

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