23 de ago de 2013

20/05/2013

     O projeto do qual eu faço parte dentro do SMIC não é o "Olhares", no entanto, "olhar" é um termo que se aplica perfeitamente. Ao final de cada encontro, posso dizer que meu olhar sobre o mundo é outro. Um exemplo claro disso foi o dia em que discutimos sobre "Cosmovisões", assunto pelo qual meu conhecimento conceitual era bastante superficial. Depois de ler o texto e discutir de forma crítica o assunto, trazendo elementos de vários âmbitos cotidianos, com os outros integrantes do grupo, eu pude enriquecer meu ponto de vista.
     Encontros como esse, que nos proporcionam outra visão de mundo, transformam o nosso modo de olhar e nos colocar nos ambientes , nas relações, nos grupos. Transformam o nosso modo de vivenciar e interagir. Essas discussões realmente me atingem e, de certa forma, refletem-se em todas as minhas ações.

21 de ago de 2013

Aquilo que somos antes da vida

     De tempos em tempos deseja-se voltar a ser criança. Não se quer mais as responsabilidades nem os direitos da vida adulta. Não se deseja mais o ciclo nem o sexo. O movimento ou o desenvolver-se... só se quer a mãe, a falta de medo e o viver sem o sabor da morte.
     Não se quer o tempo, o crescimento, a paixão e o objetivo... se quer deitar na grama de chocolates e nuvens de algodão.
     Não se pode com o vazio, a angústia; ansiedade. Não se aguenta de amor inconsequente.
     Vem do fundo o desejo de cegar-se ao imaginário da vida e os simbolismos do mundo. As injustiças; desigualdades, intolerância, ódio, rancor e imperfeição... não se quer notar.
     São tempos em que o desejo é que o mistério de tudo volte a ser motivo de riso e fascínio.
     Há tempos que o que se quer, e apenas, é voltar ao útero.

20 de ago de 2013

Mustapha

O que a nossa consciência, quando foge ao nosso controle, nos causa, pode ser devastador... ou magnífico.

Um monte de bobos procurando qualquer coisa por bueiros e bosques. Se sentindo em contato extremo com a natureza - do que se trata?
Internação psiquiátrica, na certa!?

E a felicidade irreprimível? E os olhares intensos e sorrisos bonitos? E a liberdade tão presente? E a ilusão onipotente que se tem, sabendo, no mesmo momento, que do que se trata, não é, senão, uma ilusão... mas sem deixar de fazer sentido o que não era para fazer?

Tá tudo certo e nada resolvido! - é a impressão desses momentos realmente livres. Mas estar com tudo certo e nada resolvido é inaceitável.

Ouça aquela mágica!
Ouça aquele cara!
Ouça aquela mágica!
Ouça aquele cara!

Olha ali, o gato Mustapha
E suas vestes indianas
Dentro de sua toca
Esperando ser perseguido
Na frente!
Ao lado!
Agora atrás
Mustapha bem aí!









17 de ago de 2013

Summer '68

Não se pode negar a saudade que se sente de alguém que deixou tantas marcas em nossa vida. Certo, todos que cruzam por nós nos modificam um pouco. Mas sempre há aqueles que de uma forma ou de outra causam um dano maior.

Eu juro, aquele cheiro que eu reconheceria de longe que vai mas fica de alguma forma, aquele cheiro... eu juro.

Que vai...

E é preciso ficar sozinho.
Não adianta.
É preciso.

Mas em algum verão de outro ano passado havia sorrisos em amanheceres que davam significância à vida.
Em algum verão que eu nem me lembro mais.

E como você se sente hoje?

13 de ago de 2013

...enquanto corria a barca

O problema de ser navegante sem porto é que há sempre o momento de se sentar no cais e ver os barcos partirem - levando com eles o que o mundo, apesar de ser todo teu, não pode dar.

O problema de correr-mundo deslumbrado com tanto céu é não se demorar nos detalhes ao redor.

De qualquer forma, a barca tem sempre de partir.

Ah, eu já disse, mas que dia saudosista.