16 de jul de 2013

Partidários merecem tanto respeito quanto apartidários

Hoje, se eu vou a uma manifestação não consigo deixar de levar o meu partido comigo - está além do meu controle. A marca dele está em mim. Não, não me refiro a uma marca física como uma bandeira ou uma camiseta, mas o meu olhar sobre o mundo - que perpassa pela perspectiva coletiva do meu partido. Ou seja, posso ir sozinha e nua pra avenida protestar que meu partido estará lá.

O que fazer, então? Ficar trancada em casa até o movimento passar, apesar de todos os meus motivos pra colocar o pé na rua e a cara na luta, apenas por, hoje, fazer parte de um grupo que disputa a rua e também a eleição?

O que estraga o movimento não são os partidários (aliás, partidos que estão na rua não fazem senão o seu dever), e sim esse discurso despolitizado e autoritário antipartido, anti-isso e antiaquilo que apenas serve pra tirar o foco do que realmente é importante: "implementar a tarifa zero nos transportes coletivos e fortalecer uma outra política de mobilidade urbana; De fazer a democratização das comunicações e acabar com o poder das grandes corporações midíaticas; De garantir saúde pública de qualidade em todos os níveis; De garantir os 100% dos Royalties do pré-sal para educação pública; Da taxação das grandes fortunas; De aprovar a REFORMA POLÍTICA com financiamento público de campanha; De impedir as várias quebras de direitos humanos e garantir que o legado da copa represente os anseios da população e outras reivindicações que estão presentes em todos os atos."*

Veja bem, oportunismo não é sinônimo de partido - apesar de muitas vezes caminharem juntos.

Eu quero ver alguém me parar na rua, na próxima manifestação e me chamar de oportunista. Porque, sim, levarei o meu partido junto.
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*trecho retirado da nota da Juventude do PT, partido pelo qual me orgulho de fazer parte.

http://luizmullerpt.wordpress.com/2013/06/19/juventude-do-pt-divulga-nota-sobre-as-manifestacoes-em-todo-brasil/


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