4 de mar de 2013

Ancoragem e Objetivação



     
     Em situações mais complexas, há objetos sem utilidades aparente. A representação se define por tornar concreto algo pensado. Recursos como a ancoragem e a objetivação são utilizados para tornar familiar o não familiar. Alguns mecanismos usados para atingir tal objetivo é a classificação, categorização e rotulação.
     Na ancoragem, classifica-se e encaixa o não familiar em algo preexistente, facilitando a atuação e percepção das pessoas. Ao deixar de ser desconhecido, pode-se tornar objetivo o que era, até então, abstrato. A novidade é integrada à realidade já conhecida, as condutas e relações interpessoais são orientadas nessa interpretação da representação. Na objetivação, torna-se o não familiar uma realidade concreta. A partir disso, o pensamento volta-se palpável e os indivíduos podem relacionar-se usando desse meio.  

Representação Social nos Objetos

     Um pedaço de madeira plano e retangular, sustentado por quatro outros pedaços de madeira, porém, compridos e cilíndricos é conhecido por mesa. Não há um processo muito complexo para verificar o significado atribuído ao elemento natural com algumas modificações humanas. A questão é que a classificação do objeto é universal em determinada sociedade. Para isso ocorrer, atribuiu-se ao objeto uma função, em seguida, remeteu-se a uma categoria e foi nomeado. Há objetos repletos de simbolismos em seu significado, um exemplo são imagens ou esculturas mitológicas, que para alguns não representam nada além da própria arte a ser admirada, enquanto que desperta em outros certo respeito, às vezes excessivo. As representações variam de sociedade para sociedade.

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