4 de fev de 2013

Representação Social nas Relações e seus Papéis



    Ao entrar em um ambiente, assume-se um papel: estudante, professor (a); pai/mãe, filho (a), namorado (a); funcionário (a),chefe; terapeuta; militante, etc. Cada categoria é carregada de regras de comportamento, incluindo modo de se vestir e se comunicar. As pessoas colocam-se de acordo com a realidade do ambiente em que se encontram em determinado momento. Assumir papéis está além das escolhas de qualquer indivíduo, pois as pessoas que o rodeiam usam de recursos como rótulos para representá-lo: quando alguém se apresenta como professor de filosofia, por exemplo, leva com a descrição profissional uma série de características que englobam todos os professores de filosofia, das quais são necessárias para estar dentro do padrão esperado pelas pessoas.
Como acontece com os objetos, as relações sociais também são simbolizadas. Não se vê duas pessoas jovens de mãos dadas sem atribuir a classificação “namorados”. Sabe-se, ao entrar em uma sala, que a/o mulher/homem que está de pé diante dos demais é a/o professor/professora e os outros são estudantes. Sabe-se, também, os motivos de estarem nessa sala.
    Tal realidade, repleta de regras de convivência, é uma construção social que existe devido ao auxílio do imaginário das pessoas que penetram no ambiente e assumem as regras que lhe são impostas no momento, em seu papel social.  Apesar de ser construída, as representações sociais se dão de forma natural no dia-a-dia, como se não fosse a própria imaginação que controlasse a realidade; como se o modo como as pessoas concebem a mesma tivesse sido sempre o atual e não pudesse se transformar com a transformação da consciência.
     A ideia predominante e mais fácil de ser visualizada é que o social é produzido do exterior para o interior - as relações existindo antes da consciência delas. Enquanto a teoria das representações sociais defendida por muitos diz que o processo se dá também do interior para o exterior e que esse tem grande influência nas relações.
    
     As representações sociais são fundamentais na sobrevivência dos seres humanos, pois é através delas que ocorre a comunicação e o entendimento nas relações. A sua importância é clara: não é necessário ver o mesmo fenômeno como se fosse pela primeira vez ou permanecer sempre criando um objeto para satisfazer uma mesma função diversas vezes. A comunicação seria impossível sem a representação, e isso envolve diversos outros fatores, como troca de informação, memória e desenvolvimento interpessoal. Sujeitas à constante transformação, as representações sociais acompanham os processos humanos de adquirir conhecimento. No entanto, elas demonstram seu lado negativo quando são vividas de modo estático, em que tudo é rotulado a qualquer custo, mesmo quando completamente novo, e o padrão é respeitado com verdadeiro temor e horror ao desconhecido. Os riscos de querer conservar significados ultrapassados às representações sociais podem ser extremamente danosos à sociedade em geral – e são.
    

    
     Questões de Gênero – a questão do feminino e masculino é uma das discriminações mais fortes da atualidade quanto à representação social. O sexo com o qual uma pessoa nasce lhe impõe automaticamente parte do percurso a ser seguido em sua vida, sujeitos a sofrer desde preconceitos até injustiças mais fortes caso o indivíduo não se submeta ao papel pré-concebido.
  
     Ideologia – esta tem caráter positivo e negativo. Positivamente falando, representa ideias e filosofias de um grupo, estando de acordo com o pensamento da maioria, demonstrando a realidade da mesma. Todavia, é comum que seja usada como modo de dominação de uma classe sobre a outra, quando os interesse divergem, com ideias distorcidas. Há vários recursos utilizados para propagar a ideologia, o mais visível atualmente são os meios de comunicação, estes fazem o trabalho a apresentar a realidade de acordo com a interpretação da classe dominante, dando um significado falso à realidade.

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