15 de jan de 2013

Transtornos Dismórficos Corporais



     O Transtorno Dismórfico Corporal é percebido a partir das preocupações imaginárias e acentuadas com a aparência, causando prejuízos na vida social e profissional do sujeito. Essas preocupações surgem por detalhes, muitas vezes, imperceptíveis, como manchas no rosto (comuns a muitas pessoas), acne, pelos, etc. ou pela própria imaginação do sujeito. Percepções distorcidas da realidade são demonstradas nos sujeitos que enxergam defeitos nas partes normais de seu corpo.
            Os indivíduos que sofrem com esse distúrbio foram entrevistados e relataram as suas histórias de contingências, assim, encontrou-se semelhanças entre os casos.
                 As consequências nos casos de TDC dos indivíduos que participaram das entrevistas foram de comportamentos depressivos, obsessivos compulsivos (TOC); depressão; delírio; estímulos discriminativos, como checagens excessivas no espelho de um determinado local “defeituoso”; pensamentos repetitivos; esquiva experiencial, etc.
        Pesquisas mostram tratamentos comportamentais que possibilitaram possíveis melhoras dos clientes que apresentaram TDC.

1.    Análise das Contingências

     Pessoas que apresentavam o transtorno dismórfico corporal foram selecionadas para participar de uma pesquisa, na qual relataram fatos marcantes em sua história de vida que pudessem ser classificados como parte das contingências que as levaram a obter tal transtorno.
     Os relatos possuíam muitos pontos em comum entre os sujeitos entrevistados na pesquisa.

1)    Poucos amigos – A maioria dos participantes agia com dificuldades quanto a interação com outras pessoas. A habilidade social dos indivíduos com TDC foram, em seu desenvolvimento pessoal-social, extremamente precária.

2)    Punições educativas – Todos os participantes da entrevista passaram por repressões bastante rígidas nas práticas educativas durante a infância, com frequência considerável.

3)    Valorização da beleza – Os familiares e amigos dos indivíduos com TDC os comparavam regularmente com outras pessoas, ressaltando sempre as qualidades alheias ao participante.

4)    Eventos principais – Com o decorrer do tempo, os sujeitos que sofriam com o transtorno dismórfico corporal passaram por situações que despertaram a atenção discriminativa voltada às partes específicas do corpo com as quais se preocupavam, como acidentes; cirurgias; comentários, etc.

Analisou-se também, além das contingências históricas, as contingências atuais dos indivíduos que apresentaram TDC na pesquisa.

1)    Pensamentos Repetitivos – As pessoas com o transtorno têm tendências a retornar sempre ao mesmo pensamento relacionado a parte de seu corpo onde encontra o defeito.

2)    Estímulos discriminativos – A checagem excessiva do próprio corpo em espelhos é comum nesses indivíduos, sempre focando no que acredita estar errado anatomicamente, discernindo das outras partes do corpo, como se tal parte fosse um erro físico.


3)    Baixa variabilidade comportamental – Por receio de que as outras pessoas olhem para a parte do corpo da qual enxergam um problema, os sujeitos que sofrem de TDC evitam sair de casa e participar de atividades saudáveis socialmente, reforçando negativamente o comportamento: não saindo de casa, não recebem olhares (na maioria dos casos, esses olhares são imaginários).


2.    Tratamentos Comportamentais

Verificou-se, primeiramente, o comportamento a ser analisado, sua frequência, ocasião em que ocorre a resposta e reforços para que tratamentos fossem propostos.  1) Relaxamento e dessensibilização sistemática; 2) Treino em habilidades sociais; 3) Exposição com prevenção de respostas; 4) Aplicação da terapia comportamental cognitiva.

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