18 de out de 2012

Stay

     Meia-noite. Todos brilhavam. Pura e essencialmente amor.
     Ela podia compreender a vida que havia dentro de cada um deles. Necessidades e dificuldades. Unicidade com algo em comum: olhos vivos.
    
    Amor deve ser isso, então - não saber do que se trata. Amar o outro como se ama a própria vida. Deixar queimar. Não definir. Não sentir medo. Não se limitar. Sentir a vida do outro dentro si próprio... e o milagre que há nisso.

    Ela agradecia, intensamente, por ter descoberto o caminho além da solidão. O caminho que se faz fazendo parte de um todo. Em que não sabe onde se termina o si próprio e onde começa o meio. O caminho em que se é o mundo inteiro. E era por causa deles... que estavam ali, ajudando-a a compreender e a terminar bem o dia.

     Aquelas pessoas lhe ensinaram sobre a vida, sobre o amor, sobre si mesma mais do que qualquer livro. Mais do que qualquer noite solitária. 

     Eram ouro e queimavam.

Um comentário:

  1. como dizia uma musica do legiao urbana:"Quem invetou o amor, me explica por favor"

    hehe

    o amor é essencial para a vida

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