26 de set de 2012

Segundos

     E com a vontade de seduzir a ninguém, seduzia a todos com que cruzava.
     Não havia motivos para pausas. Estava apaixonada pelo movimento.

     Mas havia um sorriso que a paralisava e enchia seus pensamentos. Talvez a mais bonita coisa já vista.
    Palavras que, ficcionalmente, compreendiam-na. Pele que atiçava desejos desconhecidos. Vontade de adiar a partida. Sem dizer nada, permanecia por mais um minuto e assim sucessivamente.
    Era belo olhar um rosto tão pasmo ao admirar o dela própria.

    Um moço, simpático, de cabelos negros e olhos claros, que enxergou nela algo que a lisonjeava. Um moço sensível o suficiente para despertar a vontade de repouso vivo naquela moça tão comprometida com a ida e lamentações de um passado sempre presente. Esse moço, disposto a devolver um vida vivível plena e realmente, balançou aquela cabeça desordenada e perdida.

    Um rapaz comum, aparentemente. Como tantos outros. O ponto, o quê de diabólico, estava nela. No fim, soube, incontestavelmente, não era o rapaz, naturalmente, mas sim o momento que era certo. E permaneceu por um segundo.

     Por um único segundo.

Um comentário:

  1. Bela escrita!!!!
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