12 de set de 2012

No queremos sobrevivir, queremos vivir!

     São coisas que vemos nas ruas. São mulheres extremamente magras, apesar de grávidas, oferecendo "Programa" para poder se alimentar. São as crianças, filhos dessas mulheres um pouco crescidos, que dormem em um banco qualquer, com apenas um cobertor, nas noites frias, sem conhecer outra realidade para chamar de vida. Crianças essas que se tornam aqueles homens que ficam encolhidos nos cantos, sem profissão nem orgulho, pedindo um trocado porque chegaram no extremo da última opção, e ainda tem de ouvir a frase: não dou esmola pra bêbado-vagabundo - dita por alguém que nunca precisou apelar para a cachaça para esquecer o frio e o filho com fome e com frio dormindo em um banco qualquer, com apenas um cobertor. São coisas que vemos nas ruas sem ver de fato. Cotidianos que nos fazem esquecer que isso não é normal. Cotidianos de pessoas que vivem para sobreviver e só para sobreviver continuam vivendo.

E no fim, realidades não se invertem.

Um comentário:

  1. Infelizmente eu sempre culpo a mãe diante de uma situação dessas, e ainda acho que a pessoa (filho) deve batalhar o máximo que puder para tentar mudar de vida..Ainda assim gostei bastante do texto =)

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