1 de fev de 2012

Seres humanos não andam em bandos

... essa talvez seja a mais linda e cruel condição de nossa existência - "estamos condenados a ser livres" (Sartre), a ter escolhas e assumir o fruto destas - e digo mais, estamos condenados a ser sós, únicos, completos e impenetráveis.

  "(...) a gente tenta se esquecer, mas todo mundo é uma ilha" (Humberto Gessinger)

  No entanto, o que há, afinal, de tão terrível na solidão? Esta, na verdade, não seria a sensação mais completa e real que podemos ter? As madrugadas, os almoços, os passeios que damos sozinhos não nos levam, justamente, para mais perto de nosso "eu profundo"? As conversas mais produtivas que temos não são aquelas que acontecem quando estamos sozinhos?
  É por que a solidão tem um quê de tristeza? Mas tudo que é bom não precisa, mesmo, ter algo de triste? Eu sempre acreditei que sim. Na verdade, eu sempre senti que sim.


   Solidão... não seria a forma mais profunda de liberdade?

Um comentário:

  1. Olha, vou falar o que acontece comigo.
    Sou uma pessoa que fala muito , me expresso pra caralho, e muitas vezes vejo que consigo analisar mais as outras pessoas que eu mesmo, fato esse que me deixa um pouco magoado.
    Porque é fácil julgar os outros, mas difícil é se conhecer.
    E os únicos momentos que consigo desvendar isso, é quando estou sozinho, de cabeça vazia, pensando apenas em mim, e confesso, que esses são os momentos em que eu consigo aos poucos me desvendar.
    É como se houvesse dois eus dentro de um só.
    Um que tenta se impor, e o outro que está sozinho.
    Eu escrevi um artigo ano passado, que ficou muito bom.
    Dá uma olhada lá. Com certeza vai gostar.
    Se chama a Arte de ser Só:
    http://reinaldodeltrejo.blogspot.com/2011/03/arte-de-ser-so.html

    Pois são nos momentos solitários que conseguimos nos conhecer de verdade...

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