18 de fev de 2012

Além do horizonte

  Não há de quê - respondeu ela com certo horror nos olhos, pegando de volta a sua caneta, e saindo quase correndo dali, fugindo de alguma coisa que sem fazer o menor sentido a perseguia constantemente.
  Já não faz nenhum sentido, é loucura, é ruim - ela pensava com dor, com angústia, com nostalgia.
  Ela queria ir embora, para não mais voltar, mas voltava sempre. Queria desaparecer, no meio de tanta confusão mental. Era muito peso. Eles estavam sendo terríveis com ela. Todos eles.

  Obrigado - disse ele, por qualquer coisa, por qualquer motivo. Obrigado - disse ele simplesmente. E foi o suficiente. Uma espécie entorpecente. OBRIGADO!? - ela foi à loucura. Estava louca. Doida. Insana.

  Surtei! Surtei! Surtei! Surtei! - repetia sem parar enquanto caminhava para longe, bem longe dali.
 
  O sol tocou-a em sua face por alguns instantes, e despertou nela uma ânsia de vida inesperada, mas, por motivos intrinsecados na alma, não pôde viver.
  E continuou caminhando para longe, onde talvez houvesse uma vida que pudesse, enfim, ser vivida.

Um comentário:

  1. ficamos insanos quando percebemos que aquilo q desejamos não vai ser realizado. A loucura toma conta de nós por breves momentos, mas logo retomamos a nossa consciência e notamos que além do horizonte novos amores,amizades e sentimentos nos aguardam!abraços do: blogestarcomvoce.blogspot.com

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