7 de jan de 2012

O Neoliberalismo e suas Máscaras

  Apesar de todo sofrimento que é causado à maioria dos cidadãos, com todas as suas condições precárias, e apesar, também, de que esses se tratam realmente de uma maioria, eles não se opõem diretamente à ideologia neoliberal, alguns por real falta de possibilidades, outros por estarem mergulhados na mais profunda ignorância. O que acontece é que a culpa não cai apenas sobre eles, existe forças manipuladoras muito maiores.


Máscaras comuns:

  A sujeira sob o tapete – aqueles que comandam no neoliberalismo sem dúvidas não comandam para uma maioria, apenas fazem com que esta acredite nisso. Em suas propagandas políticas vemos que tudo é direcionado aos pobres, aos que necessitam de atenção. Tudo é feito sob detalhes minuciosos para os convencer de que o melhor que fazem é eleger as elites. Estas se fantasiam de classe trabalhadora para chamar a atenção da mesma, e escondem sob suas maquiagens todos os seus verdadeiros ideais, que nada tem a ver com interesse da população.

  Darwinismo social – as mentes brasileiras foram tomadas pela ideia de que o resultado virá com o esforço, que isso é certo, lógico. Os programas de televisão mostram os raros casos de pessoas de classe baixa, que conquistaram algo pertencente às elites, por exemplo, boas oportunidades para melhorar de vida, e deixam claro que é querendo e buscando que se consegue – “oportunidade para todos.” Contudo, não é bem assim que o sistema funciona. As exceções transformam-se em regras para confundir a mentalidade de brasileiros, e aumentar o preconceito e prepotência de alguns.
  A teoria de Darwinismo social (uma analogia à teoria evolucionista) diz que apenas os mais capazes poderão crescer e evoluir socialmente, e quem não o conseguir, é por que não se esforçou o suficiente. O que eles não sabem é que todos possuem a mesma capacidade, a grande diferença está na falta de oportunidades para uma maioria, ou seja, não importa o quanto se esforcem, as chances de evoluir de acordo com a sociedade são mínimas, pois diferente do que eles dizem, as reais expectativas do Darwinismo social não se tratam de quem luta e trabalha mais, pelo contrário, são esses que continuarão estagnados na base da pirâmide.
 
   Mídia – para os governantes continuarem no poder a população precisa não agir, e para a população não agir é necessário propagar a ignorância, eis o papel da mídia (da maior parte dela).
  Pessoas de baixa renda não têm acesso ilimitado à internet, e as informações chegam a elas através de canais da TV aberta, jornais, rádio, e todos os meios de comunicação minuciosamente vigiados, manipulados e censurados pelos governantes, como se fosse mais um método de proteção. Elas não escolhem o que digerir, as informações estão prontas, são tendenciosas. O jornalismo do qual estão habituados é sensacionalista. Os programas interessantes não são mais do que bobagens. Então, essas pessoas tornaram-se indolentes, conformadas com a sua condição; não há revolucionários; não há expressões; sequer podemos ver ideais novos. Ninguém clama por seus direitos ou por mudanças, pois quem o faz é malvisto pela sociedade, é difamado pela mídia.
  Famílias carentes sentam-se no sofá para o seu lazer de domingo: olhar as futilidades na televisão. Esta não se preocupa em fazer campanhas ou incentivar um estudo político para ajudar a melhorar a vida de seus telespectadores, ao contrário, incentivam o ócio mental todos os dias. 
 

Um comentário:

  1. O povo quer pão e circo. Por isso que o tal do "ai se eu te pego" faz mais sucesso que o grande Chico Buarque, que graças a Deus não precisa da mídia para se firmar como o grande nome da MPB.

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