7 de dez de 2011

Intervalos

  Pra ser sincera eu não me limito a 8 ou 80. Na verdade, em todo o meu ser, eu sou um imenso meio termo.
  Não se trata somente de amor ou ódio, agora ou nunca, vermelho ou verde. É um pouco sim, um pouco não; meio mal, meio bem; aquela alegria melancólica naquele sorriso meio chorado
  Não, eu não tenho extremos. As certezas são raríssimas, e as dúvidas são constantes. Posso até ir ao limite por algo que eu queira, todavia, o que é que quero exatamente? "A dúvida é o preço da pueza" - já dizia Sartre. - "E é inútil ter certeza" - completou Humberto Gessinger.
  Eu não sei qual é o caminho, mas sigo. Eu não sei o que é certo, de qualquer forma eu faço. Eu não sei o que eu quero. Apenas sei que, nem sempre feliz, eu busco a felicidade - daquele meu jeito: entre amor e ódio há indiferença e simpatia; entre agora e nunca há o amanhã; entre o bom e o mau há o que me faz bem. Ou seja, nem sempre no limite, nem sempre nos extremos - entre 8 e 80 há 72 possibilidades.

2 comentários:

  1. não balançar entre os extremos da montanha russa, os 8 ou 80 da vida, os nem tanto ao mar nem tanto à terra, tem nome: chama-se equilíbrio.

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  2. lindo isso garota! Desde pequeno sou muito impulsivo! não tenho certeza de quase nada. Meus sentimentos são confusos. As vezes sou um príncipe encantado, as vezes sou apenas um sapo. (srs) OS Extremos fazem parte da minha vida, mas quase nunca eu toco neles! Parabéns pelo blog! Sua escrita é sincera e envolvente!

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    blogestarcomvoce.blogspot.com

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