3 de set de 2011

Um novo jornalismo é possível

 Nossa terra é rica, sim senhor, e não estou falando em cultura, não. O Brasil tem muito dinheiro, estamos cientes disso, apesar de ser uma coisa distante da maioria de nossa gente. E o dinheiro rola e rola solto a todos que têm a sorte de colocar suas mãos ávidas nele. Sorte ou perspicácia? Descaramento! Todos nós estamos cheios disso, desse descaso dentre os poderosos. Fala-se diretamente de políticos? Falar-se-ia se não fosse algo tão repetitivo. Portanto, é do poder que a mídia exerce sobre nós que se fala agora.
 Então, todos se lembram do famoso termo: "alienados" e é exatamente esse o ponto. Os políticos são os reis dos alienados, e os reis nunca carregaram a culpa de toda a sujeira sozinhos.
 Há muito tempo atrás, buscando apoio na história, nós, o povo, a duras penas conseguimos o direito de votar. Para isso, nossos antepassados esforçaram-se ao máximo e sofreram de modo absurdo. E, por fim, conseguimos - homens, mulheres, pobres ou não, todos votamos diretamente em quem desejamos que nos represente. Então, já fazemos o que temos de fazer, votamos e não temos culpa se não há um mísero vivente que seja honesto para agir como nos confiou que agiria, diante de tal fato estão certos os que votam nulo - este é um grande e absurdo engano. Trata-se daquele conceito falso e preguiçoso de que "todo político é corrupto" -  no fundo sabemos que não é bem assim. De qualquer forma, aquele que vota nulo ainda é menos ignorante do que aquele que vota na mais bela propaganda ou no melhor discurso, caindo nas garras da mídia; ou aquele que vota em um palhaço por "protesto". Ainda assim, existem outras possibilidades.
 O primeiro grande passo: lutar contra a mídia. Sim, a mídia e os políticos corruptos fazem parte da mesma corja - um ajuda o outro e o resto que se dane. Os políticos com o dom da desviação de verba pública conseguem um ótimo tempo no horário político e não sofrem, como os outros políticos que acabam tornando-se anônimos, aquela distorção de tudo o que falam, e, se tudo "correr bem", grande parte da verba desviada pára nas mãos que controlam a mída - muito espertos. E os jornalistas, que estão lá para representar-nos e deixar-nos cientes de tudo o que acontece, deixam o dinheiro falar mais alto e os mais "respeitáveis" nunca citam nada sobre os escândalos que prejudicaria o protegido corrupto - os atos secretos continuam secretos. Infelizmente as coisas são realmente assim, os jornalistas deixam-se corromper. Muitos deles acreditam fazer um grande trabalho em seus programas de fofocas perseguindo celebridades - mesmo que a maioria dos famosos (recuso-me a usar banalmente a palavra "artista") realmente goste de ter sua vida exposta a toda população, se assim não fosse, não existiria Big Brother Brasil (nada concretamente contra este programa, apenas o meu bom senso).
 Portanto, cabe a vocês, jornalistas, não deixar-se vender; lembrar-se de seu papel: são os representantes do povo, este povo é cego e vocês são nossos olhos. Veja bem, enxergamos aqui o que nos mostra lá dentro. Vocês têm o acesso, o poder de seus microfones e da câmera ao vivo, o reconhecimento e o respeito, então, avante soldado. Do contrário, continuarão raros aqueles que fazem uma pesquisa relevante antes de votar, analisando tudo que foi feito antes pelo candidato e não acreditando cegamente em tudo que vê na televisão; muitos aqueles que por falta de opção votam nulo, desperdiçando a chance de tentar mudar alguma coisa; em demasia os ignorantes que votam no que já foi eleito há muito tempo pela mídia.
 Se um novo jornalismo é possível, um novo governo também o é - e está dito.

2 comentários:

  1. Muito bom o blog.
    Texto excelente.
    adorei mesmo.

    bjs

    http://rodrigobandasoficial.blogspot.com/

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  2. Naõ devemos desistir de ver um pais justo um dia. Mesmo quando a esperança parecer não existir faça sua parte.

    Belo texto

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