6 de ago de 2011

Sem importância

  Eles se olhavam, cada um a sua maneira, todavia, ambos com muita intensidade.
  Ela sentia algo especial, que ele era especial, que não queria separar-se dele pelo resto da vida, que o amava profundamente. Cada gesto dele, cada olhar, era como se a transportasse a um paraíso interno. Era perfeito, perfeito; era tudo.
  Ele sentia o que sentia por qualquer outra mulher, nada especial, apesar do forte desejo. Desejava uma mulher, não aquela mulher.
  Ele a queria, não como ela o queria, no entanto, queria.

  - Eu poderia passar na sua casa amanhã e te levar em um lugar especial - disse ele desejando profundamente que ela aceitasse, dissesse um "sim" com um sorriso daqueles raros e lascivos. Porém, caso a resposta fosse não, ele fingiria, mas não se sentiria realmente perturbado, pois tentaria a sorte com outras mulheres. Ela não tinha tanta importância quanto ele dizia ter.
  - É, talvez - respondeu ela, desejando mais profundamente do que ele o próprio sim. E caso não conseguisse, caso negasse, sentir-se-ia perturbada por um longo tempo. Não queria perdê-lo. Não podia perdê-lo. Não existiam, para ela, os outros homens. Ele era único, único. Importante demais para deixar que se fosse.

  Eles sorriam, com verdadeira e resplandecente felicidade. Ele segurou o rosto dela por um instante, a sensação que ela teve foi de flutuar, de sentir o cheiro de maresia, era diferente de tudo, era mais que tudo. A sua intenção com o toque era provocá-la, apenas, todavia, também se sentia muito bem
  Então, aconteceu finalmente o beijo e tudo o mais que viria a seguir. Eles se sentiram plenamente felizes - de modos diferente, por motivos diferente - ambos tiveram o que queria nessa noite. Não era relevante que um quisesse mais e outro menos. Eles tiveram o que queriam.

2 comentários:

  1. Que lindo.

    Estou te seguindo. Bjs

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  2. olá passei novamente para ler seus post, adoroooo ler post desse tipo.

    Bjs.


    rosabarbie@blogspot.com

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