6 de mai de 2011

Acordes esculpidos

Amo o escuro,
Como quem ama o frio de inverno sem sair defronte à lareira.
Sinto a vida,
Como quem sente estrelas e astros sem sentir nada de fato.
Vejo o mundo,
Enxergando o colorido de todo raio de sol,
A maneira de tudo se tornar sépia.
Invento canções de ninar,
Que mais assustam crianças.
Todas em um tom sincero menor,
Mentindo nos detalhes bemóis,
Como quem exagera em verdades.

7 comentários:

  1. Então, eu vi determinada superficialidade quanto a percepção do mundo ao redor. Como se fosse algo provocado para invocar mais outros questionamentos que jamais a escusariam de pensar. O exercício de pensar; destarte, infinito seria, pois que nada é tão tangível a ponto de jamais poder ser perquirido.

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  2. "...Como quem ama o frio de inverno sem sair defronte à lareira..." Somos um paradoxo!

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  3. Ah, quanto tempo!
    Por vezes paro aqui pra ler seus textos, sabe? Hoje, quando comecei a ler, parei neste. Logo no início me lembrou uma poesia de Pablo Neruda, por isso tive que ler até o final e ... ficou maravilhosa.

    Não suma ;)
    Até mais!

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  4. Poxa, havia deixado um comentário neste texto ainda ontem, acho que com a pane sumiu :/ Vou tentar refazer ... bom, quando comecei a ler, me lembrei muito de uma poesia de Pablo Neruda, sua forma de escrever é tão encantador e misteriosa quanto a dele.

    Não suma *--*

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  5. Aôo, guria... Te vi na minha humilde comunidade do orkut: costumo pesquisar os integrantes da comu (Di)álogos Nonsense. Enfim, encontrei seu blog e vim dá uma olhada. Muito bom seu trabalho com palavras. Vi que Alberto Caeiro lhe parece muito familiar...Abraço!

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