3 de mar de 2011

Poesia embriagada

Por favor, pode calar esse silêncio
E responder minha prece muda?
Pode soltar esse ar e desfazer essa cara detestável?
Adoraria que deixasse de querer ser tão cruel.
Sei que não é, não é cruel...
Não é cruel!
É apenas um doce amargo.

Por que me deixar horas esperando
Que venha, para desaparecer logo em seguida?
Como alegria que pouco dura
E sorrisos facilmente se dissolvendo
Dando lugar a uma gota d'água
Confundida com lágrima.
Ah, eles confundiram com lágrima aquela gota de mar
Gota cínica de mar.

Eu bebi daquele mar,
Não me pareceu nada salgado.
Não me pareceu nada demais.
Deixou, deveras, algo de azedo
Ainda assim, eu quis mais e bebi mais.
Me embebedei com a água do mar,
Inebriada faço uma prece,
Pois o mar calou-se em seu silêncio.

3 comentários:

  1. Sem dúvidas é uma bela poesia, mas o que mais me encantou foi a forma com a qual você começou e finalizou, usando a palavra silêncio em ambas as partes.

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  2. Muito linda, até me identifiquei com algumas partes *-*

    adorei ;*

    http://shelly-moveon.blogspot.com/

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