24 de mar de 2011

Hippies

  E se todos se despissem de tudo que lhes cobre a alma? E se todos largassem as armas e se dessem as mãos? E se todos trabalhassem menos e vivessem mais? E se todos preferissem sorrisos a bens materiais? E se todos jogassem fora todos os rótulos?  E se o único julgamento existente fosse: julgar que somos todos seres humanos? E se aceitassem que somos iguais e diferentes ao mesmo tempo? E se não houvesse dinheiro ou apenas este não tivesse tamanha importância?  E se roupas fossem realmente o que são: um pedaço de pano de pouca serventia? E se enxergássemos a beleza infinita da natureza? E se o amor fosse o nosso bem mais precioso? E se esse amor fosse completamente livre e não o escolhêssemos por classe, cor ou idade? E sem a relevância do sexo, apenas seres humanos... e só; apenas sentimentos; nenhum preconceito, nenhum receio. E se o mundo fosse doce e a vida muito mais simples? E se os corações fossem abertos e unidos? E se todos fossem todos e um só de uma vez? E se tirássemos os dias para ler livros e escutar músicas? E se a violência absolutamente desaparecesse e vivêssemos verdadeiramente... pela paz e pelo amor?  Então nos chamariam de sem-vergonhas-vagabundos-desocupados-e-drogados.

4 comentários:

  1. Não tenho a menor dúvida ;)
    Vê-se pelo John Lennon, quando ele e Yoko apareçeram nus na capa de um cd e a frase que se destacou foi essa : Vivemos num mundo onde precisamos nos esconder para fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia.

    Mesmo com algumas atitudes do John Lennon, tenho que admitir que o cara tinha muita coragem. Citei-o, pois seu texto me lembrou muito as ideologias dele.

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  2. Então o mundo ocidental execraria um a uma que desvia dos padrões imperiosos de seus ditames violentos, sujos, arcaicamente modernizados pelos novos costumes, por uma moral vetusta e o modo de perder-se ante a tudo que se diferencia dela.

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  3. Sem todos esses adjetivos eu daria as m'aos sem medo ao meu amorzinho... mas ainda sou c'umplice desta sociedade...

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  4. Depois de um ano vejo esse comentário... "ainda sou c'umplice desta sociedade..." - tão genial... gostaria de saber quem escreveu.

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