21 de fev de 2011

Lembrança

   Absolutamente tudo nesta casa remete-me a você: o tapete japonês, a louça minuciosamente escolhida, essa planta na janela - essa mesma planta na janela. É tão encantadora e harmoniosa, como a sua voz que me falava do sol todas as manhãs. Todas as manhãs, eu tinha a você todas as manhãs. E agora desapareceu, deixando apenas uma carta e um quarto vazio. Não há sol, não há manhãs de sol. Não há você aqui com seu olhar acolhedor e seus braços protetores e seu perfume... Não há você, simplesmente. Sumiram suas roupas do armário e sua escova de dentes do banheiro. Acho que estou esquecendo-me de seu sorriso e tenho um medo descomunal disto. O seu retrato, aquele que fica ao lado da planta na janela, não cobre a dívida que deixou comigo ao partir; na verdade não cobre nada, não serve para nada, apenas para ocasionar toda lágrima. De qualquer forma não consigo retirá-lo dali, é a última lembrança que resta... e é uma pena não estar sorrindo.

3 comentários:

  1. Que lindo Pamela. Triste e lindo ao mesmo tempo. Abraço!

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  2. Bom, passando aqui pra dizer quem tem 2 selos pra ti no meu blog. http://caiiosoouza.blogspot.com/
    CaioSouZa

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  3. Lindo, triste, perfeito...
    espero retribuição: http://lollyoliver.wordpress.com/

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