4 de jan de 2011

Jogos paradoxais

   Bastou uma única vez, em que aqueles olhos se puseram em mim, para que eu iniciasse minha busca por aquelas pupilas; tais me engoliam, enquanto me denunciavam os gestos.
   Esses mesmos olhos, que me chamavam com fervor, jogavam algo com os meus.
   Dois pares de olhos brincando com o infinito; brilhando enfeitiçados.
   Há quanto tempo jogavam assim? E por quanto tempo ainda jogariam? Afinal, como se contaria esse tempo? Como definir um eterno-temporário?
   Não existe jeito de se medir qualquer tempo quando tais retinas remetem-se dessa maneira. A verdade é que nessa situação já não existe nada; os olhos apenas. Olhos insubmissos que falam e ouvem por si, ignorando toda ordem racional. Olhos como servos malcriados de corpos rigorosos. Corpos separados por um mundo de preceitos, ignorando qualquer súplica das almas. Almas unidas em corpos separados: triste parodoxo.

2 comentários:

  1. Olá Pamela,
    O tempo não se conta, porque como cantava Cazuza, "O tempo não pára".
    Há dias em que 24 horas é pouco, e há 24 horas que um dia é muito.
    É complicado? Talvez. Mas como voce mesma escreveu, um mundo de preceitos não considerando em nada a súplica das almas.
    Bom dia e sucesso pra ti.

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  2. Para amar basta um olhar, mas não basta fechar os olhos para esquecer.

    Beijoooos Paaam!

    Que o seu 2011 seja melhor e mais bonito que o seu 2010!

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