10 de jan de 2011

(In)Sanidade

Esta noite é noite de estrelas
E vou dedicando todas a minha vida
Com doce maneira de viver
E todas as minhas palavras
Não se igualam às legendas
Inútil torna-se a fala
Quando todo julgamento cala
Cala por si e cala por todos
E todos nunca sabem o que falam
Mas falam e falam
Como se soubessem.

E entendem e deixam impressões
Impressões de expressões,
Vistas, ouvidas e menosprezadas. 
Falsa impressão da expressão
É a crítica perfeita.

E não julgo ao certo?
Ou quem julga é errado?
E se julgar que julgue certo.
Como afirmar o que é correto?

Aquele louco era um gênio
Completamente insano disse que o certo é entender que o errado
É, também, certo quando se pensa que certo é;
Então, nunca ninguém, ou sempre alguém, foi certo ou errado.
Aquele maluco insano só poderia ter a razão.
- Sim, um maluco dono da razão e das certezas.
O que faz dele louco, então?
O que faz um homem que sabe o que diz tornar-se um demente?
Pois sim, a doença mental dele é contrária à minha doença mental.
Não seria eu, então, a insensata?
Quem disse que existe um linha dividindo o louco do gênio?

Os sãos designam os loucos de doentes.
E os loucos não pensam que doentes são os sãos?

E qual, afinal, é o louco e o são?
Ou são todos loucos e todos sãos?
A quem, no fim, pertence a razão?

Desconhecendo a finalidade racional,
Afirmo apenas que todo louco é coberto de certezas
E todo certo está mais perto, ainda, da loucura.

3 comentários:

  1. Todos somos loucos, alguns disfarçam que são normais. kkkk
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