30 de nov de 2010

Déjà Vu

Ele abre a porta para ela,
Ela sorri antes de entrar em seu carro.
Ele sorri ao ver o sorriso dela.
Antes quem sorria era eu.

Eles escolhem uma mesa no mesmo nosso bar,
Ele puxa a cadeira para ela se sentar,
Ele a beija, como a mim, apaixonadamente.
E só minhas lágrimas caem em uma torrente.

As, minhas idênticas, flores em cima da mesa,
Me lembram, idênticas, noites de verão,
lembro do poesia, da lua, de sua canção.
Vejo, agora, fazendo a ela mesma surpresa

Quem sabe, ele não há ame de verdade,
Quem sabe, seja, apenas, para esquecer a antiga paixão.
Quem sabe, ela possa curá-lo de mim,
Quem sabe, já o tenha feito esquecer a traição.
Quem sabe, me tenha tirado, ardiloso, do coração.
Quem sabe, um dia ele me perdoe.

Mas os olhando, juntos, dessa forma,
Não espero, mesmo, que me retorne
O brilho foi devolvido aos olhos.
Sinto o amor em sua volta.

E quando ele me enxerga a distância,
Acena e sorri formalmente,
Então, seus olhos brilham intensamente,
E reparo na ligação existente,
Parecida com a que existia entre a gente,
Presente nele e em sua companhia.
Não, aquele brilho já não me pertence.

4 comentários:

  1. mt legal o blog

    estou te seguindo espero que vc retribua

    http://planetahuumor.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. que sentimental.. rs
    vc escreve bem
    abraço

    ResponderExcluir
  3. parabéns pelo blog, você escreve muito bem

    ResponderExcluir